De Porto Alegre a Pouso Alegre: Lições de Quem Vive o Ecossistema das Startups
Na vibrante Arena Figital da Casa da Vovó em HackTown 2025, quatro vozes conectadas ao ecossistema de inovação, sendo 2 do Rio Grande do Sul, compartilharam aprendizados valiosos sobre o que faz uma startup dar certo — ou não. A conversa conduzida pelo host do TrenDs News e Cofounder da Rocketbase, Renato Grau, Flávia, do The Garage; Felipe e Gustavo, da Rede RS Startup, revelou muito mais do que jargões repetidos do mundo do empreendedorismo. Trouxe uma visão prática, humana e atualizada sobre o que impulsiona (ou emperra) a jornada de quem decide empreender.
🌱 Começar pela Base Certa: Propósito, Escalabilidade e Suporte
Flávia abriu os trabalhos destacando a importância de errar rápido — sim, o velho mantra, mas ainda mais relevante quando vem de quem vive o dia a dia de um venture studio. Segundo ela, o segredo está em construir startups com suporte desde o “dia zero”: times, mentores, capital intelectual e tecnologia trabalhando lado a lado com os fundadores.
Já Gustavo trouxe um alerta importante: antes de falar em “unicórnio”, é preciso entender se o negócio realmente tem potencial de escalabilidade. “Você pode ter uma empresa tradicional e ser feliz com isso. Não é obrigatório ser startup só porque está na moda.” A primeira lição? Nem todo negócio é, precisa ou deve ser uma startup.
🧪 O MVP Que Nunca Fica Pronto e o Medo de Ir pra Rua
Entre os erros clássicos, Flávia apontou o “MVP eterno”: empreendedores que vivem ajustando detalhes e nunca testam sua solução com o mercado. “E não vale testar só com a mãe ou com o amigo — eles vão mentir por carinho”, brincou Felipe. O melhor jeito de validar é conversar com 100, 200, até mil pessoas, mesmo que informalmente.
Outro ponto de atenção? O pitch correto, na hora correta. “O deck é importante, mas não é tudo. Às vezes o investidor te conhece tomando um café ou dentro de um Uber”, comentou Renato Grau. “Como já aconteceu com um fundador que palestrou no SXSW — um dos maiores festivais de inovação do mundo, realizado desde 1987 em Austin, Texas.”
🛠️ Mão na Massa e Redes de Apoio Ativas
Na reta final, os convidados enfatizaram a importância da atuação prática. A Rede RS Startup, por exemplo, não investe diretamente, mas conecta, apoia, desenvolve programas (como o Gol RS e o Rede Investe) e cria pontes com investidores e ambientes de inovação. Já os startup studios, como o The Garage e a RocketBase, vão além do dinheiro: são parceiros de construção e execução desde a fundação do negócio.
Flávia sintetizou bem o espírito dessa nova lógica de apoio: “Mais do que mentores distantes, as startups precisam de quem esteja presente, de mãos dadas, ajudando a decidir os próximos passos com clareza e velocidade”.
Reflexões Finais
O papo na Arena Figital foi mais do que uma troca de dicas: foi um espelho realista de como construir negócios com mais propósito, suporte e consciência. Os desafios continuam, mas o que se viu ali foi um grupo comprometido com a evolução do ecossistema — não só no eixo Rio-São Paulo, mas também no interior do Brasil, onde há muito talento esperando por pontes certas.
Como lembrou Renato Grau, “a serendipidade acontece quando você entra no flow”. E foi exatamente isso que aconteceu ali.
🎧Quer ouvir esse papo completo?
Assista ao episódio no YouTube do TrenDs News — e mergulhe de vez no flow da inovação!


