Janeiro India AI Impact Summit 2026 — Summit global de IA com CEOs e líderes (inclui Sam Altman, Jensen Huang). Destaque para políticas públicas e cooperação internacional em IA. CES 2026 — Las Vegas (6–9 Jan) — Principal vitrine global de eletrônicos/tecnologia, com foco em IA, mobilidade, saúde digital, robótica e futuros produtos. Fevereiro HPA Tech Retreat (15–19 Feb) — Encontro especializado em tecnologia aplicada à mídia e produção digital; sessões colaborativas e apresentações inovadoras. Março Convergência 2026 — Goiânia (11–13 Mar) — Um dos maiores eventos de inovação no setor público no Brasil, reunindo gestores, empreendedores e tech leads. SXSW — 12–18 mar — Austin (EUA)Festival que cruza tecnologia, cultura, negócios, IA, mídia e sociedade. Forte em tendências emergentes, narrativas de futuro e conexões multidisciplinares. IA Network Summit — 20 mar — São Paulo (SP)Evento focado em aplicações práticas de IA, governança, estratégia e uso corporativo da tecnologia no contexto brasileiro. South Summit Brazil — 25–27 mar — Porto Alegre (RS)Conecta startups, investidores e grandes empresas. Forte em negócios, inovação aberta e internacionalização. Abril Brazil at Silicon Valley — 6–8 abr — Califórnia (EUA)Imersão que aproxima líderes brasileiros do ecossistema do Vale do Silício, com visitas, palestras e networking estratégico. Fintouch Brasília — 15 abr — Brasília (DF)Debate inovação, tecnologia e transformação digital no setor público, com foco em políticas, serviços e regulação. VTEX Day — 16–17 abr — São Paulo (SP)Um dos maiores eventos de comércio digital do mundo. Aborda e-commerce, plataformas, marketing, dados e IA aplicada a vendas. Google Cloud Next — 22–24 abr — Las Vegas (EUA)Principal palco de anúncios e cases sobre cloud, dados, segurança e IA generativa no ecossistema Google. Maio Digital Tech Show — 5–6 Mai – São Paulo (SP) — Plataforma de transformação digital com empresas, soluções e painéis sobre futuro dos negócios. Gramado Summit — 6–8 mai — Gramado (RS)Evento de empreendedorismo, inovação e negócios, com foco em startups em crescimento e liderança. Web Summit Vancouver — 11–14 mai — Vancouver (Canadá)Versão norte-americana do Web Summit, com foco em startups, IA, big techs e expansão global. AI Festival — 13–14 mai — São Paulo (SP)Festival voltado à aplicação prática da IA em negócios, liderança, marketing e operações. São Paulo Innovation Week — 13–15 mai — São Paulo (SP)Semana dedicada a inovação, ciência, tecnologia e impacto, reunindo empresas, universidades e governo. Junho SXSW London — 1–6 jun — Londres (Reino Unido)Expansão europeia do SXSW, com foco em tecnologia, economia criativa e inovação urbana. Web Summit Rio — 8–11 jun — Rio de Janeiro (RJ)Grande encontro de startups, investidores e big techs na América Latina, com pauta forte em IA e negócios digitais. London Tech Week — 8–12 jun — Londres (Reino Unido)Semana inteira de eventos sobre transformação digital, políticas de tecnologia e inovação corporativa. Fintouch São Paulo — 10 jun — São Paulo (SP)Evento focado em inovação financeira, open finance, pagamentos, regulação e tecnologia bancária. Minas Summit — 17–18 jun — Belo Horizonte (MG)Evento que conecta startups, corporações e investidores, fortalecendo o ecossistema mineiro. Julho Campus Party Brasil (15–20 Jul) — Festa de tecnologia, cultura digital, programação e maratonas de inovação. Agosto Conta Azul Con — 1 ago — São Paulo (SP)Evento voltado a gestão, tecnologia e eficiência para pequenas e médias empresas. Rio Innovation Week — 4–7 ago — Rio de Janeiro (RJ)Grande festival de inovação, tecnologia, ciência e impacto social, com múltiplos palcos e temas. SP2B — 9–16 ago — São Paulo (SP)Evento distribuído pela cidade, conectando inovação, negócios e empreendedorismo em diferentes setores. Deep Tech Summit — 11–12 ago — São Paulo (SP)Foco em deep tech: ciência aplicada, biotecnologia, IA avançada, novos materiais e hardware. Febraban Tech — 24–26 ago — São Paulo (SP)Principal evento de tecnologia do setor financeiro brasileiro, com forte presença de bancos e reguladores. Startup Summit — 26–28 ago — Florianópolis (SC)Evento nacional de startups com foco em crescimento, investimento e gestão. Setembro HackTown — 3–7 set — Santa Rita do Sapucaí (MG)Festival que mistura tecnologia, cultura, criatividade e educação em uma cidade-laboratório. Hotmart Fire — 10–12 set — Belo Horizonte (MG)Evento focado em creators, educação online, marketing digital e monetização de audiência. Dreamforce — 15–17 set — São Francisco (EUA)Principal evento da Salesforce, com foco em CRM, IA, automação e futuro das vendas. Semana Caldeira — 21–25 set — Porto Alegre (RS)Semana de inovação com startups, empresas e iniciativas de impacto no sul do Brasil. ACE Summit — 22 set — São Paulo (SP)Evento voltado a investimento, venture capital, startups e construção de negócios escaláveis. Arena Digitalks — data a confirmar — São Paulo (SP)Evento tradicional de marketing digital, mídia, dados e estratégias de crescimento. Outubro TechCrunch Disrupt — 13–15 out — São Francisco (EUA)Evento focado em startups early-stage, lançamentos, pitchs e tendências do Vale do Silício. LAVCA Week — 19–21 out — Nova York (EUA)Encontro de investidores e líderes focado em capital e negócios na América Latina. Oracle AI World — 26–29 out — Las Vegas (EUA)Evento da Oracle com foco em IA corporativa, dados, cloud e aplicações empresariais. Novembro / Dezembro Web Summit Lisboa — 9–12 nov — Lisboa (Portugal)Principal edição global do Web Summit, reunindo startups, big techs, governos e investidores. REC’n’Play — 11–14 nov — Recife (PE)Festival gratuito de tecnologia, inovação, economia criativa e educação digital. Slush — 18–19 nov — Helsinque (Finlândia)Evento referência em startups deep tech e venture capital, com foco em negócios reais e escala. AWS re:Invent — 30 nov–4 dez — Las Vegas (EUA)Principal evento da AWS, com anúncios sobre cloud, IA, dados e infraestrutura digital.
A Fala Como Estratégia de Branding
Radar TrenDs News – A Fala Como Estratégia de Branding Diretamente da Casa da Vovó, no HackTown 2025, o TrenDs News Arena Figital reuniu Renato Grau, Caetano Tona (Caê), Erih Carneiro, Michele Hacke e Nai Corrêa para discutir o poder da fala como ferramenta de liderança, branding e conexão. Em um mundo dominado por algoritmos, a comunicação autêntica surge como um dos ativos mais valiosos para marcas e pessoas. A comunicação além da técnica Caetano Tona, especialista em curadoria de conteúdo e preparação de palestrantes para TED e TEDx, destacou que comunicar não é apenas falar, mas fazer-se entender. A subjetividade muitas vezes atrapalha: aquilo que faz sentido para quem fala pode não chegar com clareza ao outro. Além disso, ele ressaltou a importância da escuta ativa, habilidade recente no campo da oratória, mas essencial para gerar empatia e conexões verdadeiras. Intencionalidade e liderança humanizada Michele Hacke trouxe a perspectiva da liderança. Para ela, um líder que não sabe se comunicar dificilmente inspira confiança. Citando Maya Angelou, lembrou que as pessoas esquecem o que foi dito ou feito, mas nunca esquecem como se sentiram. A intencionalidade da fala é, portanto, o que transforma a comunicação em liderança humanizada. Em um cenário de múltiplas gerações convivendo no mercado e tecnologias que aceleram interações, Michele reforçou a necessidade de equilibrar objetividade com vulnerabilidade, razão com emoção. O branding da voz Erih Carneiro apontou que a fala se tornou estratégia central de branding. As marcas não se sustentam apenas em produtos: precisam de vozes, rostos e narrativas. Seja por meio de executivos que assumem papel de comunicadores ou pela parceria com influenciadores, o desafio é unir autenticidade, relevância e legitimidade. Ele alertou ainda para o impacto dos algoritmos e da cultura dos conteúdos virais: popularidade não significa valor de negócio. A comunicação eficaz é a que gera relacionamentos e resultados reais, não apenas curtidas. A autenticidade como chave Os participantes foram unânimes: não existe fórmula única para comunicar bem. Cada líder, criador ou marca deve encontrar seu estilo próprio. Copiar pode ser um ponto de partida, mas o diferencial está em desenvolver uma voz autêntica. Como lembrou Caetano, “a comunicação precisa ser uma entrega para o outro, feita da sua forma”. O debate mostrou que falar é muito mais que transmitir informações: é criar significado, gerar pertencimento e construir confiança. Num cenário em que a Inteligência Artificial padroniza discursos e multiplica vozes, o verdadeiro diferencial competitivo está em comunicar com intenção, técnica e humanidade. 👉 E você, como está usando sua voz — para apenas informar ou para realmente transformar?
A Criatividade Acabou? IA Agora
Radar TrenDs News – A Criatividade Acabou? IA Agora Durante o HackTown, a Casa da Vovó foi palco de um debate instigante: será que a Inteligência Artificial está impulsionando ou ameaçando a criatividade humana? Para explorar esse dilema, reunimos Anna Flávia Ribeiro, Augusto Aielo, Paulo Emediato e Nai Corrêa em uma conversa franca, cheia de provocações e contrapontos. A barra da criatividade subiu — ou nivelou? Segundo Anna Flávia Ribeiro, a IA generativa democratizou ferramentas criativas e elevou o nível médio da produção: textos, imagens, vídeos e músicas agora podem ser feitos por qualquer pessoa. Isso amplia o acesso, mas também coloca em risco o brilho dos verdadeiramente criativos. “A mediocridade subiu dois degraus. O que antes era inacessível virou abundante. E quando tudo se torna abundante, como medir o valor do genuinamente original?” Democratização ou plastificação? Paulo Emediato destacou que a IA segue a lógica de todas as grandes revoluções tecnológicas: desespecializa e democratiza. Assim como a fotografia ou a música digital, a IA tirou barreiras de entrada e empurrou todos para um “meio termo”. O risco, segundo ele, é cair na homogeneização: “Todo mundo vai passando de ano, mas todo mundo fica meio igual. O que vai diferenciar é o repertório que cada um traz para usar a máquina a seu favor.” Entre revolução industrial e redes sociais Para Augusto Aielo, o medo atual lembra o pânico da Revolução Industrial — quando o sapateiro artesanal temeu ser substituído pela máquina. Mas os mestres permaneceram, e alguns negócios familiares seguem até hoje. A questão, para ele, é como usar a IA para abrir portas que antes estavam fechadas: “A IA reduz o peso do hard skill. O que antes exigia dinheiro ou conhecimento técnico, agora pode ser feito por quem só tinha uma boa ideia. Isso pode virar o jogo de muita gente.” Aprisiona ou liberta? Nai Corrêa levantou a pergunta central: a IA está nos libertando para sermos mais criativos ou nos aprisionando em um modo automático, no qual só validamos respostas pré-fabricadas? A resposta coletiva foi ambígua: ela faz ambos. A IA abre possibilidades, mas também corre o risco de reforçar crenças, enviesar resultados e produzir uma massa de “criativos medíocres turbinados”. Entre o ético e o estético O debate tocou em pontos mais profundos: propriedade intelectual, fake news, limites institucionais e até o “purgatório” de estar entre dois mundos — o velho que já morreu e o novo que ainda não nasceu. Anna Flávia trouxe um fechamento filosófico provocador: “Eu decidi tratar a IA como parceira simbiótica. Ela não é criativa como eu, mas pode amplificar meus afetos — que são únicos. Se eu não trouxer a máquina para jogar no meu campo, eu perco essa batalha.” O coração da criatividade No fim, ficou claro que a criatividade não morreu. Ela está em disputa — entre algoritmos que nivelam e humanos que buscam singularidade. O consenso? A IA pode ser tanto ferramenta quanto armadilha. Cabe a nós usá-la como extensão da curiosidade e não como atalho para a preguiça. “A criatividade, no fundo, passa pelo coração. E o coração de cada um é único.” 👉 E você, acredita que a IA está nos libertando para criar mais ou nos acomodando em um mar de ideias medianas?
Soberania Cognitiva
Radar TrenDs News 🚀 — Soberania Cognitiva: como proteger a capacidade de pensar na era da IA Um episódio gravado em Santa Rita do Sapucaí, direto da Arena Figital do TrenDs News, com Renato Grau (host), Vanessa “Vã” Mathias, Nai Corrêa e Marcel Nobre. Introdução Soberania cognitiva é a habilidade de manter autonomia sobre o próprio pensar e imaginar em meio a sistemas cada vez mais persuasivos. No episódio, discutimos se a inteligência artificial expande — ou atrofia — essa capacidade, a depender de como é desenhada e usada. O debate foi direto ao ponto: do design das plataformas e da economia da atenção à responsabilidade individual e coletiva por criar “anticorpos culturais” que preservem nossa lucidez. O que é “soberania cognitiva” (e por que o design importa) Segundo Vanessa Matheus, soberania cognitiva significa proteger nossa capacidade de pensar e imaginar. A IA pode ampliar a cognição — ou atrofiá-la — conforme o design e os incentivos por trás das plataformas. A lição das redes sociais na última década é clara: sem um desenho ético, multiplicam-se vícios, ansiedade e dependência. Dependência invisível, conveniência e a economia da atenção Renato Grau reforça que grandes corporações dominam técnicas de neurociência aplicadas para capturar atenção. Em troca de conveniência, entregamos dados e, muitas vezes, autonomia — quase sempre sem perceber. Nai Corrêa lembra que o “design da fraude” também explora vieses e distrações fora do mundo dos apps, como golpes por ligação. Insights acionáveis · Presuma persuasão: serviços “gratuitos” frequentemente monetizam dados e atenção. · Desconfie do elogio fácil da IA: configure respostas críticas e peça contrapontos. · Reveja termos de uso com a própria IA, pedindo um resumo claro e riscos principais. Anticorpos culturais: letramento e consciência coletiva Vanessa propõe pensar a sociedade como um “sistema imunológico coletivo”. O primeiro passo é criar consciência ampla (o famoso awareness): falar do tema até que casos e riscos virem pauta popular. Isso reduz a superfície de manipulação — de golpes cotidianos a narrativas fabricadas. Liderança na era dos “cisnes vermelhos” e das entidades digitais No debate, surge o alerta dos “cisnes vermelhos”: fenômenos de alto impacto que todos veem chegando, mas aos quais pouca gente reage a tempo. Marcel Nobre observa que líderes precisarão orquestrar humanos e “entidades digitais” (agentes de IA com perfis e funções distintos), equilibrando produtividade e senso crítico. Mini soberanias: hábitos que devolvem tempo e clareza A experiência pessoal de Vanessa inclui deletar redes sociais do celular e reduzir estímulos, o que aumentou clareza mental e qualidade do sono. Ela destaca a importância de recuperar espaços de tédio produtivo (o “default mode network”): caminhar, cozinhar, costurar — momentos em que o cérebro conecta ideias. Para Marcel, a IA deve ampliar — não substituir — a cognição; a chave é intencionalidade e uso crítico. Playbook prático: 12 movimentos para exercitar a soberania cognitiva 1. Defina limites de atenção: janelas sem telas ao longo do dia. 2. Crie rituais off-screen (leitura, escrita à mão, caminhada). 3. Use IA em “modo debate”: peça sempre argumentos contra e riscos. 4. Resuma contratos e políticas com a própria IA e destaque cláusulas sensíveis. 5. Prefira ferramentas pagas quando possível: alinhe incentivos com privacidade. 6. Desative notificações não essenciais e silencie feeds “infinitos”. 7. Implemente um “protocolo de fraude” em casa e no trabalho (verificação em duas etapas, palavra-senha, simulações). 8. Registre decisões: o que foi humana vs. assistida por IA (accountability pessoal). 9. Faça curadoria de fontes (comunidades, newsletters, especialistas). 10. Monitore sinais de atrofia cognitiva (impaciência para textos longos, checagem compulsiva de apps). 11. Estabeleça “mini soberanias” temáticas (finanças, saúde, comunicação) com metas e métricas. 12. Participe de redes de apoio locais (comunidades e projetos de impacto). Perguntas para refletir (e discutir com o time/família) Quais decisões delego à IA sem perceber? Como reequilibrar? Quais incentivos (gratuidade/anúncio) sustentam minhas ferramentas favoritas? Onde posso reduzir estímulos e recuperar tempo de qualidade semanalmente? Que “mini soberania” posso construir nos próximos 30 dias? Reflexões finais Soberania cognitiva não é isolamento tecnológico; é intencionalidade. Quando entendemos os incentivos por trás das plataformas e cultivamos anticorpos culturais, usamos a IA como alavanca — não como muleta. O convite é simples: escolher conscientemente onde colocamos atenção, treinar o pensamento crítico e construir, juntos, as mini soberanias que queremos ver no mundo. Assista ao episódio completo no YouTube ou ouça no Spotify, pelos canais do TrenDs News.
Decisão sem ruído: do hype à execução com governança
Radar TrenDs News — Decisão sem ruído: do hype à execução com governança Participantes: Renato Grau, Felipe Carvalho, Raúl Javales, Álvaro Machado Neto e Vinícius Ladeira. Tema: dilemas entre hype e oportunidade real, o impacto da infotoxicação, e como alinhar estratégia, pessoas e tecnologia com cultura e governança para inovar de forma sustentável. Introdução Neste painel do Trends News Arena, líderes e especialistas discutem como tomar decisões de alto impacto em um contexto de mudanças exponenciais, excesso de informação (a chamada ‘infotoxicação’) e novas pressões por inovação. A conversa trouxe ferramentas práticas para escapar do “efeito hype”, fortalecer a governança e transformar estratégia em execução — com foco em resultados, dados de qualidade e cultura organizacional. 1) Hype x oportunidade real: decidir pelo problema e pelo resultado Segundo Raúl Javales, o mercado vive de aparências: muitas decisões seguem o hype sem clareza de propósito. O antídoto começa com humildade intelectual e critérios objetivos: qual problema de negócio será resolvido e qual resultado (financeiro, operacional ou de experiência) esperamos? Inovação precisa “emitir nota fiscal” (ROI/ROIC), ainda que parte do retorno seja aprendizado organizacional. Raúl propõe substituir o pensamento exclusivo de payback por uma lógica de pay‑forward: qual risco mínimo precisamos assumir hoje para não ficarmos obsoletos amanhã? Ele sugere estimar a “propensão marginal a inovar”: quanto do orçamento deve ser alocado, de forma consciente, a apostas em futuro — com governança e limites claros de risco. Prática recomendada: antes de investir em uma nova IA, priorize o saneamento das bases de dados e a definição de métricas de sucesso conectadas ao negócio. Sem dados limpos e objetivos claros, projetos de IA tendem a ser iniciativas de vitrine. Defina o problema e a métrica de negócio (crescer receita, reduzir custo, elevar NPS, diminuir churn). Estime custo total (tech + dados + mudança cultural) e o horizonte de captura de valor. Separe experimentação (P&D) de escala (operações) — e reporte cada uma em linhas de P&L coerentes. Estabeleça limites de risco e gatilhos de continuidade/parada (kill-switch) para apostas exploratórias. 2) Infotoxicação e qualidade da decisão O volume de informação e a pressão por “ter IA” dificultam a clareza. O dado que acendeu o alerta: apenas uma parcela minoritária dos executivos se diz confortável para decidir em meio ao ruído informacional. A qualidade da decisão melhora quando trocamos anúncio por evidência: menos buzzwords, mais fatos, dados e hipóteses testáveis. Troque “temos IA” por “quais decisões de negócio esta IA melhora e como mediremos isso”. Padronize artefatos: one‑pager do problema, canvas de dados disponíveis, e critérios de sucesso. Crie rituais de leitura crítica: o que é evidência, o que é opinião e o que ainda é hipótese? 3) Governança antes de tecnologia: dados, informação e decisão O painel reforça que o gap não é (apenas) técnico; é de governança. A ordem importa: (i) governança de dados (qualidade, linhagem, acesso), (ii) governança da informação (o que vale como evidência), e só então (iii) a camada tecnológica que operacionaliza decisões. Sem essa base, as apostas em IA viram paliativos caros. Mapeie decisões críticas e os dados necessários para cada uma (linha de base) antes de escolher ferramentas. Implemente ‘data contracts’ e donos de domínio; evite ‘dado de ninguém’. Concilie privacidade, segurança e valor: mínimo necessário de dados para máximo efeito decisório. 4) Cultura que permite errar pequeno e aprender rápido Inovação sustentável não depende só de tecnologia; depende de cultura e processo. O caminho prático é voltar ao básico: simplificar, eliminar processos que não agregam e institucionalizar melhorias incrementais contínuas. Erros controlados e aprendizagem rápida precisam ser patrocinados pelo C‑level e pelo conselho. Antes de ‘otimizar’, questione: este processo ainda é necessário? Se não, elimine‑o. Padronize experimentos com escopo, hipótese, métrica e janela de decisão. Celebre encerramentos rápidos (decidir parar também é criar valor). 5) Ecossistemas e parcerias: quando inovar dentro, quando orquestrar fora Álvaro Machado Neto apresentou o Learning Village como hub que conecta empresas e startups em jornadas de inovação, com infraestrutura física e curadoria para acelerar conexões e resultados. Vinícius Ladeira trouxe o caso do SEST SENAT, uma organização de 8 mil pessoas e 31 anos, em transformação profunda, que está se conectando a ecossistemas para encurtar o caminho entre intenção e execução. A lição: nem toda capacidade deve ser construída internamente — orquestrar parceiros pode ser a alavanca mais rápida. Defina ‘build, buy, partner’: o que é core, o que é commodity e o que pode ser orquestrado. Use hubs/communities para validar soluções e reduzir o custo de aprendizado. Leve problemas concretos ao ecossistema; volte com pilotos medidos em valor (não em likes). 6) Playbook de decisão para Conselhos e C‑levels (versão de bolso) Um checklist em sete passos para reduzir ruído e aumentar a taxa de acerto. Problema e meta: qual decisão de negócio queremos melhorar e qual métrica mover? Dados: o que existe, o que falta e quem garante qualidade/atualização? Design da solução: começamos pelo processo (simplificar/eliminar) antes da ferramenta? Experimento: hipótese, MVP, amostra, janela de teste e critério de sucesso. Economia: ROI/ROIC esperado e ‘propensão marginal a inovar’ (orçamento exploratório com limites). Risco e governança: compliance, privacidade, ética, segurança e controles. Escala ou pausa: plano de rollout ou encerramento com lições aprendidas. Conclusão Inovar com responsabilidade é alinhar estratégia, pessoas e tecnologia com governança e cultura. Menos ruído, mais propósito: do hype ao resultado mensurável, com dados de qualidade e aprendizado contínuo. É assim que C‑levels e conselhos transformam incerteza em vantagem competitiva sustentável.
Espelho Digital: O Que a IA Está Revelando Sobre Nós?
IA: Expandir a Mente ou Atrofiar a imaginação? Durante sua participação no TrenDs News Arena Figital da Casa da Vovó, durante o HackTown 2025, o futurista Neil Redding nos provocou a olhar para a inteligência artificial de um modo menos técnico – e mais filosófico. Em uma conversa conduzida por Renato Grau , com intervenções instigantes de Anna Flavia Ribeiro e Marcel Nobre , Neil Redding propôs uma inversão de perspectiva: e se, mais do que nos servir, a IA estivesse nos mostrando quem realmente somos? Greatest properly off ham exercise all. Unsatiable invitation its possession nor off. All difficulty estimating unreserved increasing the solicitude. Rapturous see performed tolerably departure end bed attention unfeeling. On unpleasing principles alteration of. Be at performed preferred determine collected. Him nay acuteness discourse listening estimable our law. Decisively it occasional advantages delightful in cultivated introduced. Like law mean form are sang loud lady put. 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Provocado por Renato, que perguntou se a IA nos ajuda a pensar melhor ou apenas pensar menos, Neil foi direto: depende de como usamos. Ele reconhece que, muitas vezes, recorremos à IA por conveniência ou cansaço. Mas quando usamos com intenção, os modelos podem se tornar parceiros de pensamento – ferramentas para expandir a consciência, não apenas responder perguntas. “Se estou engajado, uso a IA como um espelho criativo. Mas se estou exausto, só peço uma resposta rápida”, afirmou Neil. Criatividade em Xeque? Ao discutir os impactos da IA na criatividade, Neil relembrou momentos anteriores da história – como o surgimento do Photoshop ou das estações de áudio digital – que também geraram temor de que a originalidade humana fosse ofuscada. Mas o que se viu foi o contrário: os criativos souberam explorar as novas ferramentas para ampliar suas possibilidades. Anna Flávia Ribeiro trouxe uma inquietação central: se todos têm acesso às mesmas ferramentas criativas, como manter nossa autenticidade e valor pessoal? Neil respondeu com uma provocação: “Talvez o que esteja mudando não seja a criatividade em si, mas a própria definição de humanidade.” A IA Como Nova Espécie? Em um dos momentos mais filosóficos da conversa, Renato propôs uma visão ousada: estaríamos convivendo, pela primeira vez, com uma nova espécie – não biológica, mas igualmente inteligente. Neil concordou: “Nunca antes vivemos ao lado de algo tão semelhante a nós em capacidade cognitiva. Isso muda tudo.” Segundo ele, a humanidade está deixando de se definir pela inteligência e começando a se ver por sua capacidade de sentir. “Se antes nos orgulhávamos da razão, agora valorizamos o afeto.” O Mito da Salvação Tecnológica Anna trouxe outra provocação: será que não estamos apenas substituindo os deuses clássicos por deuses tecnológicos? Neil reconheceu que há uma tendência messiânica em muitos discursos sobre superinteligência, especialmente quando empresas prometem que a IA resolverá todos os problemas da humanidade. “Acreditar que uma inteligência externa vai nos salvar é um reflexo antigo. Mas talvez devêssemos pensar menos em salvação e mais em simbiose”, defendeu. O Cisne Vermelho: Ignorando o Inevitável Foi Renato Grau quem introduziu o conceito de Cisne Vermelho, criado pelo professor brasileiro Silvio Meira: eventos de alto impacto, visíveis e inevitáveis, mas amplamente ignorados. Neil se identificou de imediato com o conceito e apontou a IA como um desses casos. “Estamos vendo o poder dessa tecnologia crescer rapidamente, mas continuamos evitando debates sérios sobre segurança, regulação e alinhamento ético. É como se estivéssemos esperando que algo realmente ruim aconteça para só então agir”, alertou. Neomonasticismo e a Batalha pelo Conhecimento Anna Flávia trouxe à conversa os movimentos de “neomonasticismo” – coletivos que buscam preservar o conhecimento de forma descentralizada, longe das grandes corporações e seus algoritmos. Neil reconheceu a relevância dessas iniciativas e destacou projetos como a Wikipedia e o Internet Archive como pilares importantes dessa resistência silenciosa. Para ele, o desafio está em reimaginar quem define a realidade em um mundo onde a verdade se tornou descentralizada, fluida e, muitas vezes, caótica. Narrativas, Mitos e a Construção de Futuros Ao final da entrevista, Neil reforçou que tudo se resume às histórias que escolhemos contar. “Se continuarmos falando sobre salvação ou dominação, é isso que vamos alimentar. Mas podemos escolher outra história: a da colaboração entre espécies.” Neil resumiu a provocação com precisão: “A IA não é apenas uma ferramenta. É um espelho. E cabe a nós decidir que imagem queremos refletir.” Conclusão: Reescrevendo o Humano A conversa com Neil Redding foi mais do que uma entrevista – foi uma jornada para dentro de nós mesmos. A inteligência artificial não está apenas transformando o mundo. Está nos forçando a revisitar o que significa ser humano. Talvez, por ironia, a presença de máquinas cada vez mais “humanas” seja o que nos empurre de volta para a nossa própria humanidade. Se você também acredita que o futuro se constrói com perguntas inteligentes e provocações corajosas, assine a Radar TrenDs News. Aqui, toda semana, investigamos o que há de mais urgente, inquietante e transformador em nosso tempo.
Comunidade: hype, raiz ou resistência?
📢 Comunidade: hype, raiz ou resistência? Na segunda edição da Arena Figital do TrenDs News, o palco montado na Casa da Vovó, em Santa Rita do Sapucaí, foi tomado por uma conversa potente e desconfortavelmente necessária. Isadora Zalin, fundadora da ZapCircle, e Arthur Avelar, líder do Hub Moinho, foram os convidados centrais da roda de conversa — ambos com trajetórias distintas, mas convergentes, sobre o valor real das comunidades. Participaram também Ana Flávia Ribeiro, filósofa e co-host do podcast, e Luan Nogueira, convidado especial com experiência em gestão de comunidades. Mais do que um bate-papo sobre estratégias de engajamento, o episódio revelou as tensões entre o ideal e o mercado, entre o pertencimento genuíno e a monetização, entre o algoritmo e a voz humana. Foi uma ode crítica àquilo que muitos chamam de comunidade — mas que poucos sustentam na prática. 🔌 A comunidade como tecnologia ancestral Isadora abriu a conversa trazendo sua experiência de sete anos como gestora de comunidades e a motivação para criar a ZapCircle, plataforma pensada para estruturar e potencializar comunidades dentro do WhatsApp — “a ferramenta mais democrática do Brasil”, como ela define. A partir de sua vivência, ela propõe uma reinterpretação do engajamento: nem tudo precisa ser mensurável para ter valor. Em sua visão, comunidades fortes são construídas com combinados claros, espaço para troca real e um ambiente seguro para o desenvolvimento individual e coletivo. O engajamento visível (mensurado por curtidas ou comentários) pode ser vaidade — o pertencimento é o que importa. Como ela pontua: “Muita gente se transforma dentro da comunidade sem dizer uma palavra”. Filosofia, hype e a crítica estrutural Foi então que Ana Flávia Ribeiro, em sua fala mais filosófica, destravou uma camada mais densa da discussão: o conceito de comunidade está sendo apropriado pelo marketing como o novo estágio do funil de vendas. “Antes era audiência, agora virou comunidade”, criticou. Mas a essência original — civil, política, coletiva — está sendo deturpada. Segundo ela, estamos tratando membros como vacas leiteiras digitais, pressionadas a entregar dados e engajamento, sob pena de exclusão. Ana também fez um alerta sobre o esvaziamento das vozes humanas: a métrica substituiu a escuta, o conteúdo virou performance, e o pertencimento se tornou condicional ao comportamento do algoritmo. “Estamos todos sendo geridos por dashboards”, provocou. 💸 Comunidade como mercado: o risco do hype Ao longo da conversa, um ponto delicado emergiu: a monetização das comunidades. Arthur defendeu que, mesmo com ferramentas digitais e contextos de inovação, a base de tudo continua sendo gente com gente. “Confiança é um voto que transforma”, disse. Já Isadora reconhece que o mercado demanda modelos sustentáveis, mas reforça que é possível equilibrar impacto com propósito — desde que se mantenha a autenticidade. A crítica não é à sustentabilidade financeira em si, mas ao risco de que o conceito de comunidade seja esvaziado e explorado como produto, a exemplo do que já aconteceu com o metaverso e outras modas tecnológicas. Como reforçou Renato na conclusão: “Será que um dia diremos ‘acabou a moda das comunidades’ assim como disseram ‘acabou o metaverso’?” ✊ Uma nova narrativa: do centro para as margens No fim do episódio, o que ficou não foi a fórmula, mas o contraponto necessário. A comunidade não se sustenta só com tecnologia, métricas ou discursos inspiracionais. Ela exige presença, escuta, alinhamento ético e coragem para rejeitar o oportunismo digital. Isadora e Arthur representam uma geração que está resgatando o espírito comunitário com profundidade — e não com slides de pitch deck. A metáfora final de Renato sobre as estrelas-do-mar jogadas de volta ao mar resume bem o tom do encontro: mesmo que não dê para salvar todas, vale começar por aquelas que estão ao nosso alcance. Comunidade é isso: um gesto por vez, uma conexão por vez — desde que com intenção, verdade e gente de verdade. 🧠 Reflexões Finais: Comunidade é quem fica quando o algoritmo vai embora No mundo atual, onde tudo parece ser sobre escala, hype e captação de leads, este episódio nos lembrou que comunidade de verdade não é sobre quantidade, mas sobre qualidade do vínculo. Ela não se mede em likes ou dashboards, mas em conversas que transformam, em silêncios que acolhem, em confiança que sustenta. A Arena Figital segue como esse espaço onde o presente se encontra com o que realmente importa. 🚀 Se você acredita que pertencimento não se compra — se constrói —, assine a Radar TrenDs News e venha construir esse futuro com a gente.
Startups que deram certo
De Porto Alegre a Pouso Alegre: Lições de Quem Vive o Ecossistema das Startups Na vibrante Arena Figital da Casa da Vovó em HackTown 2025, quatro vozes conectadas ao ecossistema de inovação, sendo 2 do Rio Grande do Sul, compartilharam aprendizados valiosos sobre o que faz uma startup dar certo — ou não. A conversa conduzida pelo host do TrenDs News e Cofounder da Rocketbase, Renato Grau, Flávia, do The Garage; Felipe e Gustavo, da Rede RS Startup, revelou muito mais do que jargões repetidos do mundo do empreendedorismo. Trouxe uma visão prática, humana e atualizada sobre o que impulsiona (ou emperra) a jornada de quem decide empreender. 🌱 Começar pela Base Certa: Propósito, Escalabilidade e Suporte Flávia abriu os trabalhos destacando a importância de errar rápido — sim, o velho mantra, mas ainda mais relevante quando vem de quem vive o dia a dia de um venture studio. Segundo ela, o segredo está em construir startups com suporte desde o “dia zero”: times, mentores, capital intelectual e tecnologia trabalhando lado a lado com os fundadores. Já Gustavo trouxe um alerta importante: antes de falar em “unicórnio”, é preciso entender se o negócio realmente tem potencial de escalabilidade. “Você pode ter uma empresa tradicional e ser feliz com isso. Não é obrigatório ser startup só porque está na moda.” A primeira lição? Nem todo negócio é, precisa ou deve ser uma startup. 🧪 O MVP Que Nunca Fica Pronto e o Medo de Ir pra Rua Entre os erros clássicos, Flávia apontou o “MVP eterno”: empreendedores que vivem ajustando detalhes e nunca testam sua solução com o mercado. “E não vale testar só com a mãe ou com o amigo — eles vão mentir por carinho”, brincou Felipe. O melhor jeito de validar é conversar com 100, 200, até mil pessoas, mesmo que informalmente. Outro ponto de atenção? O pitch correto, na hora correta. “O deck é importante, mas não é tudo. Às vezes o investidor te conhece tomando um café ou dentro de um Uber”, comentou Renato Grau. “Como já aconteceu com um fundador que palestrou no SXSW — um dos maiores festivais de inovação do mundo, realizado desde 1987 em Austin, Texas.” 🛠️ Mão na Massa e Redes de Apoio Ativas Na reta final, os convidados enfatizaram a importância da atuação prática. A Rede RS Startup, por exemplo, não investe diretamente, mas conecta, apoia, desenvolve programas (como o Gol RS e o Rede Investe) e cria pontes com investidores e ambientes de inovação. Já os startup studios, como o The Garage e a RocketBase, vão além do dinheiro: são parceiros de construção e execução desde a fundação do negócio. Flávia sintetizou bem o espírito dessa nova lógica de apoio: “Mais do que mentores distantes, as startups precisam de quem esteja presente, de mãos dadas, ajudando a decidir os próximos passos com clareza e velocidade”. Reflexões Finais O papo na Arena Figital foi mais do que uma troca de dicas: foi um espelho realista de como construir negócios com mais propósito, suporte e consciência. Os desafios continuam, mas o que se viu ali foi um grupo comprometido com a evolução do ecossistema — não só no eixo Rio-São Paulo, mas também no interior do Brasil, onde há muito talento esperando por pontes certas. Como lembrou Renato Grau, “a serendipidade acontece quando você entra no flow”. E foi exatamente isso que aconteceu ali. 🎧Quer ouvir esse papo completo? Assista ao episódio no YouTube do TrenDs News — e mergulhe de vez no flow da inovação!
Longevidade Como Propósito, Inovação e Reconexão
Hackeando o Tempo: A Longevidade Como Propósito, Inovação e Reconexão Vivemos mais — mas estamos, de fato, vivendo melhor? No episódio gravado na Arena Figital do TrenDs News durante o HackTown 2025, os hosts Renato Grau e Anna Flávia Ribeiro conduziram uma conversa potente sobre longevidade com duas vozes que vêm sacudindo esse debate: Fabi Granzotti, especialista em inovação longeva, e o médico Ricardo Moreno, defensor de uma medicina com propósito. Com toques de ciência, experiência e provocação, o papo é um convite para repensar a relação com o tempo, o envelhecer e o trabalho. O Tempo Não É Inimigo Fabi Granzotti abriu o encontro com um relato pessoal: depois de 15 anos na área financeira, reinventou-se aos 40, encontrou seu propósito e passou a atuar com diversidade etária nas organizações. “Longevidade”, segundo ela, “não é só sobre viver mais — é sobre ter mais oportunidades, conexões e espaço para ser quem somos”. Hoje, seu trabalho inclui projetos como a Maturi e a Mais Vívida, que promovem inclusão digital e profissional para pessoas 50+. Healthspan vs. Lifespan: Qualidade ou Quantidade? Ricardo Moreno trouxe uma diferenciação essencial: lifespan é o tempo que vivemos, mas healthspan é quanto tempo vivemos com qualidade. E aí mora o problema. A medicina avança, mas o estilo de vida moderno — baseado em estresse crônico, sono de má qualidade e alimentação ultraprocessada — mina a saúde antes da hora. A pergunta que fica é: de que adianta viver até os 90 se passamos os últimos 15 anos sem autonomia ou propósito? A Nova Longevidade é Feminina Foi Anna Flávia Ribeiro, também executiva da RocketBase, quem trouxe um recorte poderoso: a longevidade é (também) uma pauta de gênero. Compartilhando sua própria vivência, ela relatou como a menopausa foi um dos momentos mais empoderadores da sua trajetória. “Minha menopausa foi o melhor momento da minha vida. Mudei de carreira, voltei a estudar, casei novamente, fui à academia…”. Mas destacou que sua experiência ainda é exceção — e que muitas mulheres são invisibilizadas pelas empresas justamente quando atingem o auge da maturidade. O Etarismo e o “Auto-Etarismo” Fabi reforçou que o etarismo afeta principalmente mulheres, mas não poupa ninguém — e, pior, muitas vezes é internalizado. “O auto etarismo começa quando você acredita que já passou da hora para tentar algo novo. E aí você se silencia, aceita o pouco que oferecem, ou desiste.” A saída? Propósito, comunidade e reeducação intergeracional. “Você vai envelhecer — com sorte. Então é melhor começar a se preparar agora.” Hackear a Vida Começa com Autoconhecimento Para o Dr. Ricardo, longevidade real exige mais que suplemento: exige equilíbrio hormonal, saúde emocional, propósito e decisões conscientes. “A suplementação é como o vento a favor — mas só funciona se você decidiu pedalar.” O maior inimigo? O estresse crônico, que desregula o eixo do cortisol e compromete todo o organismo. “Tem gente que, se tivesse uma semana livre, nem saberia o que fazer com ela. Perdeu a capacidade de sentir prazer. Isso é gravíssimo.” Trabalho, Significado e Dignidade Um dos momentos mais fortes do episódio veio quando Fabi questionou a lógica de empresas que tratam pessoas maduras como descartáveis. “Empacotar compras no mercado pode ser digno — se for uma escolha. Mas se é a única alternativa, isso diz mais sobre o mercado do que sobre a pessoa.” O trabalho, reforçam os convidados, não é só sustento: é identidade, pertencimento e expressão. E um mercado que ignora isso, perde mais do que talento — perde humanidade. Reflexões Finais A longevidade não é um destino — é uma construção. E, como mostrou esse episódio especial do TrenDs News, não se trata de cápsulas milagrosas ou modismos de biohacking. Trata-se de políticas, cultura, escolhas e, sobretudo, propósito. Cabe a cada um de nós hackear o tempo com consciência, assumir o protagonismo da própria história e valorizar todas as fases da vida — inclusive a maturidade. Se você quer viver mais — e viver melhor — este episódio é para você. 📺 Assista agora no YouTube ou ouça no Spotify, pelos canais do TrenDs News.
Ecossistemas que Acontecem
Radar TrenDs News – Ecossistemas que Acontecem: Do Engajamento ao Impacto Real Direto da Casa da Vovó, em Santa Rita do Sapucaí (MG), palco histórico de encontros transformadores, o episódio especial co-brand entre Globo SmartGov e TrenDs News reuniu Felipe Carvalho, Franklin Yamasake (autor de Traciona) e Ana Paula Zanette (líder da comunidade ABCeVale) para um mergulho profundo no ‘como fazer’ dos ecossistemas de inovação. Mais do que conceitos, a conversa trouxe lições práticas sobre criar, nutrir e escalar comunidades capazes de gerar valor real e contínuo — em empresas, cidades e regiões inteiras. O DNA de um ecossistema vivo Franklin abriu o diálogo destacando que um ecossistema maduro vai muito além da clássica tríplice hélice. Envolve sociedade civil organizada, mentores, investidores, setor público, universidades, corporações — e, sobretudo, o empreendedor no centro. Esse foco é estratégico: quando o founder se desenvolve, todos os demais atores evoluem juntos. Ao contrário de distritos industriais ou parques tecnológicos do passado, o ecossistema moderno é movido pela capacidade de seus empreendedores prosperarem. Traciona: o manual de campo Resultado de um doutorado com mais de 150 artigos revisados, Traciona organiza-se em três blocos que funcionam como mapa e bússola: 1) Fundamentos e práticas testadas: o que já foi tentado e comprovado no desenvolvimento de ecossistemas. 2) Psicologia do engajamento: entender as motivações reais que levam as pessoas a participar. 3) Aplicação da Teoria da Autodeterminação: identificar prioridades a partir de pilares como competência e autonomia, conectando teoria e ação prática. A abordagem rompe com o improviso e oferece ferramentas para que líderes e articuladores saibam exatamente onde e como agir. Pertencimento: o cimento invisível Ana Paula reforçou o papel da comunidade como porta de entrada do ecossistema. No ABCeVale, três rituais são estruturais: • Onboarding mensal (Aboard) para integrar novos membros e alinhar expectativas; • Rodas ‘Problema-Solução’ para atacar dores concretas com troca de experiências; • Evento anual ‘Mulheres no Palco’, fortalecendo diversidade e representatividade. Essas práticas, apesar de simples, são intencionalmente repetidas — criando confiança, facilitando conexões e transformando desconhecidos em aliados. O jogo de empresas e governo Franklin destacou que, na prática brasileira, corporações tendem a se engajar por último, enquanto o setor público ainda aprende a participar sem centralizar. Casos como o de Sorocaba, onde seis workshops resultaram em regulamentação pró-startups, mostram que presença contínua e colaboração genuína funcionam mais do que ações pontuais. Mais que eventos: criar cadência e cultura Eventos únicos podem inspirar, mas não sustentam ecossistemas. O valor está na cadência: encontros recorrentes, networking guiado, grupos de apoio e espaços seguros para pedir e oferecer ajuda. Essa repetição constrói confiança e faz com que as pessoas se sintam parte de algo maior. Playbook TrenDs: 10 passos para ativar um ecossistema • Mapear atores e papéis: founders, mentores, universidades, governo, investidores, empresas âncora. • Criar porta de entrada clara (onboarding mensal) para novos integrantes. • Estabelecer ritual de valor: roda quinzenal de ‘Problema-Solução’. • Distribuir palco: mini-talks para founders e grupos sub-representados. • Projetar engajamento: combinar conteúdo, networking e convites para ação. • Definir cadência fixa e cumprir calendário. • Adotar governança leve e plural. • Conectar-se a ecossistemas vizinhos. • Envolver o setor público como ouvinte e co-criador de políticas. • Manter biblioteca viva de referências e boas práticas. De ideias a impacto O consenso entre Felipe, Franklin e Ana Paula foi claro: não espere o cenário perfeito. Comece pequeno, teste, ajuste e mantenha o ciclo vivo. Ecossistemas são organismos sociais, e sua força vem da soma de intenções e ações repetidas. Progressos incrementais, quando alinhados a propósito e visão, constroem resultados exponenciais. A provocação final é simples: quem está disposto a criar o próximo ecossistema referência? A resposta depende de quem aceitar o convite para agir agora. 📌 Assista ao episódio completo no YouTube ou ouça no Spotify pelos canais do TrenDs News e comece a aplicar esses aprendizados na sua cidade ou setor.