Radar TrenDs News - A Fala Como Estratégia de Branding
Diretamente da Casa da Vovó, no HackTown 2025, o TrenDs News Arena Figital reuniu Renato Grau, Caetano Tona (Caê), Erih Carneiro, Michele Hacke e Nai Corrêa para discutir o poder da fala como ferramenta de liderança, branding e conexão. Em um mundo dominado por algoritmos, a comunicação autêntica surge como um dos ativos mais valiosos para marcas e pessoas.
A comunicação além da técnica
Caetano Tona, especialista em curadoria de conteúdo e preparação de palestrantes para TED e TEDx, destacou que comunicar não é apenas falar, mas fazer-se entender. A subjetividade muitas vezes atrapalha: aquilo que faz sentido para quem fala pode não chegar com clareza ao outro. Além disso, ele ressaltou a importância da escuta ativa, habilidade recente no campo da oratória, mas essencial para gerar empatia e conexões verdadeiras.
Intencionalidade e liderança humanizada
Michele Hacke trouxe a perspectiva da liderança. Para ela, um líder que não sabe se comunicar dificilmente inspira confiança. Citando Maya Angelou, lembrou que as pessoas esquecem o que foi dito ou feito, mas nunca esquecem como se sentiram. A intencionalidade da fala é, portanto, o que transforma a comunicação em liderança humanizada. Em um cenário de múltiplas gerações convivendo no mercado e tecnologias que aceleram interações, Michele reforçou a necessidade de equilibrar objetividade com vulnerabilidade, razão com emoção.
O branding da voz
Erih Carneiro apontou que a fala se tornou estratégia central de branding. As marcas não se sustentam apenas em produtos: precisam de vozes, rostos e narrativas. Seja por meio de executivos que assumem papel de comunicadores ou pela parceria com influenciadores, o desafio é unir autenticidade, relevância e legitimidade. Ele alertou ainda para o impacto dos algoritmos e da cultura dos conteúdos virais: popularidade não significa valor de negócio. A comunicação eficaz é a que gera relacionamentos e resultados reais, não apenas curtidas.
A autenticidade como chave
Os participantes foram unânimes: não existe fórmula única para comunicar bem. Cada líder, criador ou marca deve encontrar seu estilo próprio. Copiar pode ser um ponto de partida, mas o diferencial está em desenvolver uma voz autêntica. Como lembrou Caetano, “a comunicação precisa ser uma entrega para o outro, feita da sua forma”.
O debate mostrou que falar é muito mais que transmitir informações: é criar significado, gerar pertencimento e construir confiança. Num cenário em que a Inteligência Artificial padroniza discursos e multiplica vozes, o verdadeiro diferencial competitivo está em comunicar com intenção, técnica e humanidade. 👉 E você, como está usando sua voz — para apenas informar ou para realmente transformar?


